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Biafra capitula o fim da guerra civil - História

Biafra capitula o fim da guerra civil - História

A guerra civil na Nigéria durou três anos. A maioria dos países da África apoiava o governo central, já que todos temiam um rompimento semelhante em seus próprios países. Os britânicos, italianos e a União Soviética forneceram armas ao governo central, enquanto os franceses forneceram quantidades limitadas de armas aos biafrenses. Os biafrenses se mantiveram firmes na guerra, até o final de 1969, quando o poder de fogo superior do governo central os dominou. Em 13 de janeiro, as forças biafrenses se renderam.

12 de janeiro de 1970

o Guerra Civil da Nigéria (também conhecido como o Guerra Biafrense e a Guerra Nigeriana-Biafrense) foi uma guerra civil travada na Nigéria entre o governo da Nigéria liderado pelo general Yakubu Gowon e o estado separatista de Biafra liderado pelo tenente-coronel Odumegwu Ojukwu de 6 de julho de 1967 a 15 de janeiro de 1970. [39] Biafra representava as aspirações nacionalistas dos Igbo pessoas, cuja liderança sentiu que não poderia mais coexistir com o governo federal dominado pelo Norte. [40] O conflito resultou de tensões políticas, econômicas, étnicas, culturais e religiosas que precederam a descolonização formal da Nigéria pela Grã-Bretanha de 1960 a 1963. As causas imediatas da guerra em 1966 incluíram violência étnico-religiosa e pogroms anti-Igbo no norte da Nigéria, [41] um golpe militar, um contra-golpe e perseguição de Igbo que viviam no norte da Nigéria. O controle da lucrativa produção de petróleo no Delta do Níger também desempenhou um papel estratégico vital.

Em um ano, as tropas do Governo Federal cercaram Biafra, capturando instalações costeiras de petróleo e a cidade de Port Harcourt. O bloqueio imposto como política deliberada durante o impasse que se seguiu levou à fome em massa. [42] Durante os dois anos e meio de guerra, houve cerca de 100.000 baixas militares no total, enquanto entre 500.000 e 2 & # 160 milhões de civis biafrenses morreram de fome. [43]

Em meados de 1968, imagens de crianças biafenses desnutridas e famintas saturaram a mídia de massa dos países ocidentais. A situação dos famintos biafrenses tornou-se um causar célèbre em países estrangeiros, possibilitando um aumento significativo no financiamento e destaque de organizações não governamentais (ONGs) internacionais. O Reino Unido e a União Soviética foram os principais apoiadores do governo nigeriano, enquanto a França, Israel e alguns outros países apoiaram o Biafra.


Evento passado que ocorreu na história da Nigéria

O nigeriano nunca vai esquecer o que aconteceu na pré-história da Nigéria. Apesar do advento
de vir do europeu para a África como um só não será lembrado para sempre, nem para o bem nem para o mal.
Mais especialmente na parte ocidental da África (Nigéria) passam pelo que é chamado de colonização, o que contribui
ao subdesenvolvimento da Nigéria. não se esqueça que homens e mulheres capazes foram força de suas aldeias e vilas para a costa do oceano Atlântico onde foram usados ​​como escravos no novo mundo (AMÉRICA, ÍNDIAS OESTE) etc, para o qual estes contribuem à falta de poder humano à produtividade da Economia, Social, Cultura, Educação, aspecto político..etc. Enquanto isso, o líder da Nigéria também contribui com sua parte para o efeito que contribui para o subdesenvolvimento que está acontecendo na Nigéria de hoje. Eu gostaria que todos os nigerianos pudessem se tornar um ... quero dizer, um para todos, para todas as pessoas. Oro para que um dia o Deus Todo-Poderoso ouça o clamor do povo negligenciado da Nigéria.


1861-08-06 - O anexo britânico em Lagos, Nigéria.
26/02/1885 - Congresso de Berlim, entrega o Congo à Bélgica e a Nigéria à Inglaterra
01-01-1900 - Estabelecidos protetorados britânicos do norte e sul da Nigéria
01-01-1901 - Nigéria torna-se protetorado britânico.
01/01/1914 - Norte e Sul da Nigéria unidos na colônia britânica da Nigéria
18/01/1948 - 1º curso começa na Universidade de Ibadan, Nigéria
01/10/1954 - A colônia britânica da Nigéria torna-se uma federação
09/05/1960 - Nigéria torna-se membro da Comunidade Britânica
01/10/1960 - Nigéria ganha independência da Grã-Bretanha (Dia Nacional)
01-10-1963 - Nigéria torna-se uma república dentro da Commonwealth
29/07/1966 - O chefe de gabinete nigeriano Jakubu Gowon dá um golpe
30/05/1967 - Biafra declara independência da Nigéria
06/07/1967 - Guerra de Biafran irrompe enquanto as forças nigerianas invadem
09/08/1967 - Ofensiva biafrense contra o exército nigeriano
19/09/1967 - Nigéria inicia ofensiva contra Biafra
20/09/1967 - Benin separa-se da Nigéria
04-09-1968 - Tropas nigerianas conquistam Aba Biafra
12/01/1970 - Fim da Guerra de Biafra, Biafra se rende à Nigéria
12/01/1970 - Biafra capitula, encerrando a guerra civil nigeriana.
15/01/1970 - República Biafra se separa / junta-se à Nigéria
23-01-1973 - acidente aéreo em Kano, Nigéria, mata 176 peregrinos muçulmanos
09/02/1979 - Nigéria altera constituição
01/10/1979 - Nigéria adota constituição, Alhaji Shagari torna-se presidente
17/01/1983 - Nigéria expulsa 2 milhões de estrangeiros ilegais, a maioria ganenses
31/12/1983 - A Assembleia Nacional da Nigéria é dissolvida após um golpe militar
04-09.84 - A cantora nigeriana Fela Kuti é condenada a 2 anos
11/07/1991 - o DC-8 nigeriano cai perto de Djeddah, 261 morrem
26/09/1992 - Hercules C-130 nigeriano bate em Lagos, 163 morrem
27/09/1992 - avião militar de transporte cai em Lagos, Nigéria, matando 163
20/10/1992 - Sr. Johnson rende Monróvia, Libéria e amp é exilado na Nigéria
21/01/1993 - a cantora nigeriana Fela Kuti é presa sob suspeita de assassinato
08/03/1993 - A cantora nigeriana Fela Kuti é presa novamente sob suspeita de assassinato
14/08/1993 - eleições presidenciais na Nigéria
25/10/1993 - Airbus A310 da Air Nigeria sequestrado, 1 morto
11/06/1994 - Moshood Abiola torna-se presidente da Nigéria
10-11-1995 - Na Nigéria, o dramaturgo e ativista ambiental Ken Saro-Wiwa junto com outros oito do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogoni (Mosop) são enforcados pelas forças do governo.
27/02/1999 - Olusegun Obasanjo torna-se o primeiro presidente eleito da Nigéria desde meados de 1983.
29/05/1999 - Olusegun Obasanjo assume o cargo de Presidente da Nigéria, o primeiro chefe de estado civil eleito na Nigéria após 16 anos de regime militar.
10/07/2000 - Um vazamento de oleoduto de petróleo no sul da Nigéria explode, matando cerca de 250 aldeões em busca de gasolina.
22-11-2002 - Na Nigéria, mais de 100 pessoas são mortas em um ataque dirigido às concorrentes do concurso Miss Mundo.
02-05-2004 - Massacre de Yelwa de mais de 630 muçulmanos nômades por cristãos na Nigéria.


Hoje na historia

12 de janeiro de 2021 (MIA)

1528 - Gustavo I da Suécia é coroado rei.

1554 - Bayinnaung, que viria a montar o maior império da história do Sudeste Asiático, é coroado rei da Birmânia.

1808 - O esquema de John Rennie para defender a Igreja de Santa Maria, Reculver, fundada em 669, da erosão costeira foi abandonado em favor da demolição, apesar da igreja ser um exemplo da arquitetura e escultura anglo-saxônica.

1848 - O levante de Palermo ocorre na Sicília contra o Reino Bourbon das Duas Sicílias.

1866 - A Royal Aeronautical Society é formada em Londres.

1872 - Yohannes IV é coroado imperador da Etiópia em Axum, a primeira coroação imperial naquela cidade em mais de 200 anos.

1895 - O National Trust é fundado no Reino Unido.

1906 - o gabinete de Sir Henry Campbell-Bannerman (que incluía entre seus membros H. H. Asquith, David Lloyd George e Winston Churchill) embarca em amplas reformas sociais.

1908 - Uma mensagem de rádio de longa distância é enviada da Torre Eiffel pela primeira vez.

1911 - A Faculdade de Direito da Universidade das Filipinas é formalmente estabelecida. Três futuros presidentes das Filipinas estão entre os primeiros inscritos.

1915 - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeita uma proposta para exigir que os estados dêem às mulheres o direito de voto.

1916 - Oswald Boelcke e Max Immelmann, por alcançarem oito vitórias aéreas cada um sobre aeronaves aliadas, recebem o maior prêmio militar do Império Alemão, o Pour le Mérite, como os primeiros aviadores alemães a conquistá-lo.

1918 - A lei "Mosaic Confessors" da Finlândia entra em vigor, tornando os judeus finlandeses cidadãos plenos.

1921 - Agindo para restaurar a confiança no beisebol após o escândalo do Black Sox, o juiz Kenesaw Mountain Landis é eleito o primeiro comissário da Liga Principal de Beisebol.

1926 - Sam ‘n’ Henry original foi ao ar na rádio de Chicago, posteriormente renomeado como Amos ‘n’ Andy em 1928.

1932 - Hattie Caraway se torna a primeira mulher eleita para o Senado dos Estados Unidos.

1942 - Segunda Guerra Mundial: o presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, cria o National War Labor Board.

1962 - Guerra do Vietnã: ocorre a Operação Chopper, a primeira missão de combate americana na guerra.

1964 - Os rebeldes em Zanzibar iniciam uma revolta conhecida como Revolução de Zanzibar e proclamam uma república.

1966 - Lyndon B. Johnson declara que os Estados Unidos deveriam ficar no Vietnã do Sul até que a agressão comunista ali acabasse.

1967 - Dr. James Bedford torna-se a primeira pessoa a ser preservada crionicamente com a intenção de ressuscitação futura.

1969 - O New York Jets da American Football League derrota o Baltimore Colts da National Football League para vencer o Super Bowl III no que é considerado uma das maiores surpresas da história do esporte.

1970 - Biafra capitula, encerrando a Guerra Civil da Nigéria.

1971 - The Harrisburg Seven: Rev. Philip Berrigan e cinco outros ativistas são indiciados sob a acusação de conspiração para sequestrar Henry Kissinger e de conspirar para explodir os túneis de aquecimento de edifícios federais em Washington, DC

1976 - O Conselho de Segurança das Nações Unidas vota 11-1 para permitir que a Organização para a Libertação da Palestina participe de um debate no Conselho de Segurança (sem direito a voto).

1986 - Programa do ônibus espacial: o congressista Bill Nelson decola do Centro Espacial Kennedy a bordo do Columbia na missão STS-61-C como um especialista da missão.

1991 - Guerra do Golfo Pérsico: Um ato do Congresso dos EUA autoriza o uso da força militar americana para expulsar o Iraque do Kuwait.

1998 - Dezenove nações europeias concordam em proibir a clonagem humana.

2001 - Downtown Disney é aberto ao público como parte do Disneyland Resort em Anaheim, Califórnia.

2004 - O maior transatlântico do mundo, RMS Queen Mary 2, faz sua primeira viagem.

2005 - Deep Impact é lançado do Cabo Canaveral em um foguete Delta II.

2006 - Uma debandada durante o ritual do Apedrejamento do Diabo no último dia no Hajj em Mina, Arábia Saudita, mata pelo menos 362 peregrinos muçulmanos.

2010 - Ocorre um terremoto no Haiti, matando mais de 100.000 pessoas e destruindo grande parte da capital, Porto Príncipe.

2012 - Protestos violentos ocorrem em Bucareste, Romênia, enquanto as manifestações de dois dias continuam contra as medidas de austeridade econômica do presidente Traian Băsescu. Conflitos são relatados em várias cidades romenas entre manifestantes e policiais.

2015 - Ataques do governo matam 143 combatentes do Boko Haram em Kolofata, Camarões.

2016 - Dez pessoas morrem e 15 ficam feridas em um bombardeio perto da Mesquita Azul, em Istambul.


Biafra: Memória, reconciliação e construção da paz no sudeste da Nigéria pós-guerra civil

No discurso que se segue, Godwin Onuoha da Universidade de Princeton dá uma olhada nos esforços pós-guerra civil do governo nigeriano para promover a memória, a reconciliação e a construção da paz no país, mas lamenta que tais esforços tenham sido unilaterais, obrigando assim o povo da região sudeste a lutar contra estratégias.

O estado nigeriano emprega o “poder da memória” inerente a memoriais, monumentos e museus para projetar uma forma de significado coletivo e nacionalidade.33 Estas provaram ser ferramentas muito eficazes para a produção de memória.34 Em 15 de janeiro de 1985, o estado nigeriano fez um grande esforço para lançar o projeto do Museu Nacional da Guerra e posteriormente o encomendou em 14 de setembro de 1989, designando-o como o único museu que representa as memórias (oficiais) da guerra civil na Nigéria. Ao usar repertórios de memória, como fotos de atores do tempo de guerra, artefatos e outras relíquias de guerra, o estado procurou promover uma mensagem definida, entre muitas outras, e impôs um único significado e interpretação à Guerra Nigéria-Biafra.

Da mesma forma, o Dia anual em Memória das Forças Armadas, comemorado a cada 15 de janeiro pelos “Soldados Desconhecidos”, coincide com 15 de janeiro de 1970, data em que a Guerra Nigéria-Biafra terminou oficialmente. É um evento que homenageia todos os “soldados caídos” federais que lutaram e morreram em todas as guerras nas quais o país esteve envolvido, incluindo as duas Guerras Mundiais, a Guerra Nigéria-Biafra, missões de manutenção da paz e outros compromissos militares. Esta comemoração não apenas exclui e desacredita os soldados biafrenses que foram descritos como "rebeldes" e "traidores", mas também deslegitima sua própria versão dos acontecimentos na guerra e, de fato, os expulsa do reconhecimento e da entrada na narrativa nacional oficial. Como parte interessada com interesse direto em projetos de memória, o estado nigeriano implanta museus, memoriais e monumentos para servir aos interesses oficiais, neutralizar narrativas concorrentes em oposição às visões oficiais e legitimar um projeto nacional. Isso tem várias implicações para o projeto de construção da nação: invariavelmente, continua a suprimir memórias seccionais e a manter memórias oficiais em nome do avanço, entrincheirar memórias politizadas em monumentos, memoriais e museus que refletem relações de poder distorcidas que são capazes de negar às vítimas de guerra qualquer forma de justiça ou reparação e, em última instância, elimina a possibilidade de examinar reverberações em curso de memórias fragmentadas e contraditórias na sociedade, forçando um “fechamento” prematuro do evento.

Memória, marginalização e as falhas de reconciliação

Os desenvolvimentos sócio-políticos e econômicos do pós-guerra alimentaram a construção de memórias individuais e de grupo de “dor”, “injustiça” e “marginalização” no sudeste da Nigéria. Mecanismos estruturais e institucionais foram preparados para desempenhar um papel fundamental na reconciliação do pós-guerra, na construção da paz, 12 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NA NIGÉRIA e construção da nação.

Programa de Ajuste Estrutural (SAP)

O deslocamento dos Igbo dos setores “formais” da economia levou ao seu engajamento no setor “informal”, que é caracterizado por manufatura informal e redes de comércio de longa distância que dependem de operações fora das estruturas estatais.35 Isso, em Isaac Olawale A visão de Albert intensificou as percepções de marginalização política e econômica, fomentou um sentimento de negligência e exacerbou os desafios da reconciliação da Nigéria com os Igbo.36 A introdução do programa de ajuste estrutural (SAP) como uma resposta política à crise econômica da Nigéria e à política cercá-lo complicou as contradições e desigualdades sobre as quais o projeto nacional do pós-guerra civil foi articulado. Ele intensificou ainda mais as lutas faccionais de soma zero pelo poder federal, agravou a política de controle de recursos e ampliou as clivagens étnicas existentes à medida que as identidades etno-nacionalistas se tornavam mais conflitivas e competitivas. A amplitude e a implementação do programa de ajuste impactaram fundamentalmente todas as áreas das relações sociais e políticas e, em última instância, a consciência etnonacionalista. Isso está relacionado ao fato de que, sob a rubrica do pacote de ajuste, o estado se retirou da maioria das áreas da vida privada, e os conflitos étnicos oriundos de lutas por recursos, acesso ao poder e autonomia local foram intensificados em condições de recessão e depressão , escassez e miséria.37 Este período foi marcado por um aumento sem precedentes no número e nas atividades de uniões étnicas em várias formas, como sindicatos de "desenvolvimento", sindicatos "progressistas", associações de "cidade natal", clubes sociais, associações de desenvolvimento comunitário , organizações culturais e "impérios étnicos de migrantes", que surgiram para enfrentar novos desafios.38 A fim de ampliar a esfera de desenvolvimento, organizações da diáspora, sindicatos e associações de desenvolvimento comunitário em centros urbanos em todo o país recorreram à "autoajuda" esforços. Respondendo ao famoso axioma "O que mais é o desenvolvimento além de ajudar sua cidade natal?" eles foram capazes de mobilizar capital para fornecer serviços sociais e amenidades para seus constituintes domésticos no sudeste da Nigéria.39 A diminuição de recursos e oportunidades decorrentes do programa de ajuste intensificou a competição por empregos, contratos e outros benefícios, de modo que o nível de consciência étnica e as conexões étnicas se tornaram a marca registrada das negociações durante o período. O exercício de comercialização e privatização que acompanhou o pacote de ajuste reforçou as lutas faccionais por recursos e poder no nível da elite na Nigéria, alimentando assim a tensão, a desconfiança e o conflito entre os "vencedores" e os "perdedores". Isso também proporcionou um terreno fértil para o ressurgimento da etnia como um fator de mobilização na luta por participações estatais alienadas. 13 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NAS empresas da NIGÉRIA.

Ciente das crescentes preocupações com a marginalização, injustiça e subdesenvolvimento no Sudeste, e o domínio do (s) grupo (s) hegemônico (s) que controlavam o poder federal e os recursos do petróleo, houve uma pressão na elite Igbo para resolver a “Questão Igbo” e sua participação no patrimônio nacional. Grupos proeminentes de Igbo como “Ohaneze Ndi Igbo” e “Aka Ikenga” (um Pan-Igbo sociocultural pensa-agradecer) por meio de vários fóruns, começaram a articular a situação dos Igbo dentro do contexto que se desenrolava e a necessidade de acomodar os Igbo no Nigeriano projeto. A base falha sobre a qual o projeto de unidade nacional do pós-guerra civil foi construído teve implicações para a memória, cidadania e pertencimento Igbo na Nigéria. A reconfiguração de poder pós-guerra civil em torno desses desequilíbrios estruturais e sistêmicos sujeitou o grupo étnico Igbo a uma estrutura e dinâmica de relações de poder que era inerentemente desfavorável. Este desenvolvimento encontrou expressão na maneira como o grupo étnico Igbo, anteriormente considerado um importante grupo étnico e uma perna vital no "tripé" regional da Nigéria antes de 1967, foi relegado às margens do poder. Certos desenvolvimentos pós-guerra civil, bem como as percepções da marginalização Igbo por sucessivos regimes militares nas décadas de 1980 e 1990, levaram à redefinição dos Igbo - de um grupo étnico de maioria a uma "minoria ".40 A exclusão de o igbo da equação de poder continua a representar enormes desafios para o projeto de unidade nacional pós-guerra civil da Nigéria. Embora o grupo étnico Igbo tenha produzido um vice-presidente e porta-voz da Câmara dos Representantes federal nove anos após a guerra, essas conquistas pouco fizeram para amenizar a percepção dos Igbo de marginalização. Aparentemente, na configuração de poder pós-guerra civil na Nigéria, os Igbo são vistos como parceiros menores, com as elites dos grupos étnicos vitoriosos ocupando o que Edwin Madunagu chama de "primeiro círculo" de poder, enquanto as elites Igbo foram relegado para o "segundo círculo".

TA concessão de privilégios à facção Igbo da elite depende em grande parte das circunstâncias históricas e da estrutura prevalecente das relações de poder em contextos particulares41. A implicação primária é que isso negou aos Igbo um verdadeiro senso de reconciliação no que diz respeito a questões relacionadas aos direitos de cidadania, devolução de poder, verdadeiro federalismo e igualdade de acesso ao poder. Em segundo lugar, elimina as perspectivas de realizar o “Projeto da Presidência Igbo”, que foi fundamental para a resolução da “Questão Igbo” e um ponto de negociação cardeal na busca Igbo para reinventar o projeto de unidade nacional na Nigéria pós-guerra civil. O “Projeto da Presidência Igbo” é baseado na “teoria do tripé”, que tem como premissa a noção de que a estabilidade só pode ser alcançada no 14 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NA NIGÉRIA Federação nigeriana quando há um equilíbrio de poder entre os três principais grupos étnicos.

Atualmente, das seis zonas geopolíticas do país, o Igbo Sudeste continua sendo a única zona com cinco estados, enquanto outras têm pelo menos seis cada. Grupos Igbo têm agitado continuamente contra a exclusão obrigatória e contínua privação e marginalização de estados predominantemente Igbo (Imo e Abia) que fazem fronteira com áreas produtoras de petróleo com as receitas do petróleo. Isso é visto por alguns observadores como uma situação que ressalta os mecanismos centralistas de controle e lutas de soma zero que caracterizam a política do petróleo na Nigéria. Esses desenvolvimentos continuam a capturar a natureza da reconciliação do pós-guerra da Nigéria com os Igbo, e a percepção dominante permanece de que o grupo étnico Igbo ainda não foi reintegrado ao estado nigeriano quarenta e cinco anos após a guerra.42

A “questão igbo”, resistência e espaços alternativos de construção da memória

O lugar do grupo étnico Igbo e sua percepção de cidadania de segunda classe na Nigéria tornou-se mais controverso nos tempos contemporâneos. Uma articulação e compreensão adequadas da “Questão Igbo” devem ser realizadas dentro do contexto da “Questão Nacional” nigeriana abrangente. A “Questão Igbo”, que emana das memórias do pós-guerra civil de marginalização, mágoa e injustiça, não deve ser tratada como única ou como o único exemplo de seu tipo. Em vez disso, deve ser examinado dentro dos contextos relacionados e comparáveis ​​do fracasso de outros projetos de construção da paz impostos pelo estado na África. Assim, a “Questão Igbo” reflete questões mais amplas de legitimidade do Estado, déficit de cidadania nacional e o fracasso do projeto de construção do Estado-nação pós-colonial. A “Questão Igbo” é um subconjunto da “Questão Nacional” mais ampla da Nigéria, fora da qual dificilmente pode ser entendida. É um símbolo das lutas de identidade étnica relacionadas à autodeterminação, autonomia e separatismo no estado nigeriano, com base em questões e perspectivas em torno da saliência, construção, mobilização e politização da identidade étnica e a dinâmica de sua implantação e uso no âmbito nacional política. A “Questão Igbo” foi enquadrada por situações, políticas e ações que produzem queixas e o sentimento avassalador de privação de “nacionalidade” e pertencimento Igbo dentro do contexto do arranjo político na Nigéria.

Embora a “Questão Igbo” tenha chegado ao auge durante as crises que culminaram na Guerra da Nigéria-Biafra em 1967, ela assumiu uma dimensão diferente na era pós-guerra civil. Na dispensação pós-1999, isso levou ao surgimento de grupos neobiafrenses no sudeste da Nigéria e a um clamor renovado pelo desligamento do 15 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NO ESTADO DA NIGÉRIA. Estimulada por memórias específicas de marginalização, mágoa e injustiça, a Nigéria testemunhou a proliferação de movimentos separatistas neobiafrenses clamando pelo desligamento do Igbo do projeto nigeriano em um arranjo político e administrativo separado conhecido como a "República de Biafra". Em 13 de setembro de 1999, apenas quatro meses após o retorno da Nigéria ao governo civil, o Movimento para a Atualização do Estado Soberano de Biafra (MASSOB) se tornou o primeiro grupo neobiafra a emergir que promoveu o interesse dos nigerianos de língua ibo (ou Biafrenses). Vários grupos neobiafrenses, como o Congresso da Juventude de Biafra (BYC), MASSOB International, Conselho de Libertação do Biafra (BLC), Movimento Sionista de Biafra (BZM), Povo Indígena de Biafra (IPOB) e a Coalizão de Grupos de Libertação de Biafra (COBLIG) , que afirma ser um órgão guarda-chuva composto por sete grupos de libertação Igbo na Nigéria e dois na diáspora, surgiram desde então. O advento desses grupos é uma resposta direta ao fracasso percebido do estado nigeriano e dos sucessivos governos em lidar com a situação de Igbo desde o fim da guerra civil, quanto mais em resolvê-la. Conhecido coletivamente como o movimento neobiafrense, este é um grupo de movimentos nacionalistas Igbo de segunda geração, baseados na juventude.

Como os teóricos do nacionalismo têm argumentado, memórias compartilhadas passadas por gerações são críticas para forjar identidades coletivas e, como tal, a mobilização da juventude é crítica para o surgimento de movimentos nacionalistas.43 Karl Mannheim aponta que as ocorrências políticas e sociais configuram a cultura jovem por meio de um compartilhamento crítico experiências durante os anos de formação de uma criança.44 O significado dessas ocorrências, como Howard Schuman e Jacqueline Scott observam, é que a memória se desenrola de maneira diferente em diferentes gerações, mas que o período da adolescência e início da idade adulta, que muitas vezes está ligado à “juventude, ”É o período primário para a impressão geracional de memórias políticas.45 Consequentemente, as novas gerações se definem e se posicionam contra as gerações mais velhas e assumem uma relação com o passado que é diferente daquela de seus mais velhos.46 As visões dos grupos neobiafrenses em relação ao presente são fundamentais neste empreendimento, uma vez que ligar o passado ao presente requer n não apenas “reinventando” ou “reinterpretando” o passado, mas também redefinindo o presente para se ajustar à forma recém-concebida do passado. Essas opiniões são frequentemente expressas publicamente e em violação aberta da ordem governamental, assumindo funções governamentais paralelas, participando de vários atos de desobediência civil e desafiando a autoridade absoluta do estado nigeriano no sudeste da Nigéria. 16 CONSELHO DE PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NA NIGÉRIA

Memórias individuais e coletivas estão inextricavelmente entrelaçadas. Histórias de pessoas que vivenciaram a Guerra Nigéria-Biafra constituem uma base importante para a identidade pessoal e social e servem como uma ferramenta de mobilização tanto para as testemunhas oculares da guerra quanto para os nascidos depois dela. Isso é reforçado pela afirmação de Jacob Climo e Iwao Ishino de que as memórias compartilhadas com outras pessoas permitem que aqueles que não participaram ativamente dos eventos os incorporem indiretamente em sua própria coleção de memórias.47 As memórias pessoais dependem das condições objetivas da vida de muitos Igbo que testemunhou a guerra, juntamente com as memórias coletivas compartilhadas por aqueles que não o fizeram, convergem para fortalecer os impulsos nacionalistas do movimento neobiafra, à medida que embarca na luta pela realização do sonho de Biafra.

Os testemunhos e memórias de Igbo proeminentes desempenham um papel crucial na mobilização da geração futura, um desenvolvimento que dá crédito à afirmação de Paul Connerton de que memórias e autobiografias de cidadãos famosos e elites políticas merecem ser lembradas, devido à sua propensão para fazer mudanças radicais na sociedade .48 O MASSOB se tornou o primeiro movimento a dar vida à ideologia neobiafrense ao hastear a bandeira do Biafra e apresentar oficialmente a “Declaração do povo e do governo da Nigéria sobre nossa demanda por um Estado soberano de Biafra” em 22 de maio de 2000.49 Desde então, a bandeira verde-vermelha-preta de Biafra tornou-se um símbolo poderoso e uma lembrança da nação biafra e do nacionalismo ibo. Houve várias tentativas bem-sucedidas e malsucedidas de hastear a bandeira nas principais estradas, ruas, outdoors e locais estratégicos nos estados do sudeste da Nigéria. Membros do movimento carregam a bandeira para mostrar simbolicamente sua fidelidade e patriotismo à busca do MASSOB por autodeterminação, e esses eventos são sempre marcados por confrontos entre o movimento e os Serviços de Segurança do Estado (SSS). Os adeptos do MASSOB também se envolveram em vários atos de desobediência civil, como as ordens sentadas em casa em 2004, boicotes do Sistema de Carteira de Identidade Nacional, Exercício do Censo Nacional de 2006 e eleições nacionais e estaduais de 2007 e emissão de passaportes e identidade biafrenses cards.50

Em 5 de novembro de 2012, o Movimento Sionista de Biafra (BZM), um grupo dissidente do MASSOB, chamou a atenção do governo nigeriano ao declarar o estado independente de Biafra e hastear a bandeira de Biafra na cidade de Enugu, no sudeste. No auge de suas atividades, em 5 de junho de 2014, membros do movimento tentaram apreender a Enugu State Broadcasting Service (ESBS), onde planejavam transmitir o renascimento do Biafra 17 CONSELHO DE PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS | PAPÉIS DE TRABALHO ONUOHA | MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA PAZ NA NIGÉRIA e hastear a bandeira de Biafra na Casa do Governo do Estado de Enugu. Desafiados pela polícia nigeriana e membros do SSS, mais de quinhentos membros do movimento foram presos junto com Benjamin Igwe Onwuka, o líder do movimento.51 O advento dos Povos Indígenas de Biafra (IPOB) representa a última iteração em uma série de movimentos neobiafrenses de segunda geração do pós-guerra civil que surgiram no sudeste. Em 30 de agosto de 2015, três membros do IPOB foram mortos e vários outros gravemente feridos depois que o grupo supostamente foi atacado por uma força combinada da marinha e da polícia nigeriana enquanto participava de uma manifestação pacífica na cidade comercial de Onitsha, no sudeste da Nigéria. Essas tensões foram exacerbadas pelo recente surgimento da Rádio Biafra, uma estação não licenciada dedicada à causa biafra. A estação dominou as ondas de rádio no sudeste da Nigéria e explorou as causas não resolvidas da guerra para mobilizar os sentidos e sensibilidades Igbo na busca contínua pela independência de Biafra. Com uma voz masculina aguda e um sotaque igbo inconfundível que enquadra os problemas e as mentes de seus ouvintes e público, Nnamdi Kanu, o líder do IPOB e diretor da Rádio Biafra, fala sobre o capítulo mais doloroso da história dos igbo e evoca memórias da derrota dos igbo na guerra. Isso se tornou uma fonte de séria preocupação para o recém-eleito Presidente Muhammadu Buhari e para o governo nigeriano e, em 17 de outubro de 2015, Nnamdi Kanu foi preso em Lagos quando estava prestes a partir para Londres. Desde sua prisão, toda a região sudeste da Nigéria foi engolfada pela "mãe de todos os protestos", enquanto seus apoiadores continuam a promover atividades comerciais e veiculares nas principais cidades da região.52 O movimento neobiafrense contesta a soberania dos nigerianos Estado sobre a terra Igbo, evoca contra-reivindicações de soberania, promulga regimes específicos de segurança e procura criar espaços alternativos de poder e influência no Sudeste. Esses desenvolvimentos provaram negar a visão "absolutista" do estado nigeriano como o principal fiador da lei e da ordem, e levaram a tentativas de grupos neobiafrenses de iniciar formas alternativas de regulação social como uma forma de resistir ao controle formal do estado e soberania. In spite of the pacifist claims of most neo-Biafran movements, it was inevitable that there would be clashes between the movement and state security operatives in the course of their activities. In a MASSOB statement, it was claimed that between 1999 and 2008, state security personnel in various cities killed over two thousand registered members of the movement across the country.53 MASSOB published a compendium documenting the alleged massacres of its members across various cities in the Southeast and the detention of over one thousand members in Nigerian prisons.54 Var- 18 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | WORKING PAPERS ONUOHA | MEMORY AND PEACEBUILDING IN NIGERIA ious clashes between several neo-Biafran movements and SSS personnel have resulted in a clampdown on these groups and their members across the Southeast. With the tacit and open support of some governors in the Southeast, there have been several raids on the movement’s hideouts in the region, leading to the discovery of Biafran artifacts, Biafran army camouflage uniforms, items used by Biafran soldiers during the civil war, including a pilot car with a siren, a motorcycle outrider, and a locally fabricated explosive (rocket).55 The avowed intent of the Nigerian state to dominate post-war memory production has not been a complete success. The use of war counter-memory devices by opposing neo-Biafran groups against state-sanctioned memories is evident in ways that do not merely reflect past experiences, but serve the most important role of being orientational in their function.56 To resist the potentially dominating power of nationalist historiography or narrative, Michel Foucault formulates the idea of “counter-memory” that differs from, and often contests, dominant discourses. Foucault also remarks that the critical nature of memory makes it a very important factor in the struggle and control of a people’s memory, and translates into the control of their progress.57 Deep-seated feelings of exclusion on the part of a segment of the population was a critical source of the Nigerian state’s difficulties in entrenching its own interpretation of events, and the state’s inability to appreciate this demonstrates its fragility. The state’s failure itself becomes a metaphor for the ill that comes from a too-narrow conception of Nigerian nationhood, citizenship, and identity. Prevailing narratives of national memory have proved to be too restrictive to accommodate the vast variety of differences in memory repertoires within the state, and this has succeeded in alienating not just minority ethnic groups, but also majority ethnic groups such as the Igbo, which have different individual and collective memories of the war. As Lynn Hunt points out, (state) legitimacy, in a sense, implies a general agreement on signs and symbols, and these signs and symbols are inherent in the exercise of power, with the state relying on them to convey and reaffirm legitimacy.58 The Nigerian experience reveals the impossibility of imposing any one interpretation of history or any one definition of identity on the nation as a whole. Neo-Biafran groups have adopted images, symbols, and narratives of the past and a particular version of Igbo history as vehicles for establishing their claim to self-determination. This has involved the use of commemorations, anniversaries, flags, and Biafran artifacts to articulate alternative versions 19 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | WORKING PAPERS ONUOHA | MEMORY AND PEACEBUILDING IN NIGERIA of Igbo identity and to claim a unique cultural space that predates the Nigerian state.

The politics of commemoration is shaped through symbolic means and rarely involves the use of direct force, but as Diego Muro suggests, commemorations of the dead are critical in reproducing the tradition of martyrdom, engendering an image of common identity, and generating further recruitment for political resistance.59 References to Igbo genocide provide the opportunity for neo-Biafran groups to use symbolic and ideological tools to support, continue, and legitimate a particular narrative. The reinvention or recreation of political symbols aims at a reductive narrative of binary opposites and articulates the repression of Igbo memory vis-à-vis an oppressive Nigerian state, while accurately expressing the ideals, principles, and claims of the group for self-determination. Since 1999, neo-Biafran groups have outright rejected the official commemorations relating to the civil war, such as the official Armed Forces Remembrance Day and the other monuments, but instead commemorate the annual anniversary of the founding of the Igbo-Biafran nation on May 30, 1967. Commemoration, memory, and identity fuse together in a manner that reinforces contemporary neo-Biafran ideology and produces an agenda that emphasizes a collective instrument of cohesion and social cooperation. Neo-Biafran groups draw on memories of violence perpetrated against the Igbo after the Eastern Region seceded from the Nigerian federation on May 30, 1967. Since this violence was carried out on a people (the Igbo) with one identity, the public commemorations are carried out in ceremonies emphasizing the message that those sacrifices have not been in vain. These commemorations are always disrupted by the SSS and the Nigerian Police Force, but more importantly they have become rituals that can be characterized as a “rule-governed activity of a symbolic character that draws the attention of its participants to objects of thought and feeling they hold to be of special significance.”60 These practices have engendered political goals, such as organizational integration, legitimation, construction of solidarity, and inculcation of political beliefs. They invariably channel emotions, guide cognition, organize social groups, and, by providing a sense of continuity, link the past with the present and the present with the future.61 Of crucial importance is the understanding that groups are not just followers or partakers in rituals, but that they also create these rituals, thus making them a powerful tool for political action.62 The proliferation of poorly produced literatures, pamphlets, newspapers, handbills, posters, and banners, among other materials, by the neo-Biafran 20 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | WORKING PAPERS ONUOHA | MEMORY AND PEACEBUILDING IN NIGERIA movement serve as rallying symbols and as a means of claiming the Southeastern urban space for its cause. The depiction of these materials with outright political messages in the public transforms public areas, streets, and major roads in the region into a political space. The dotting of several strategic spaces with these materials means that they are taken over by political messages, and the public is forced to consume them because they cannot be avoided. The public constitutes the “willing” and “unwilling” consumer of neo-Biafran ideologies and propaganda. While the willing consumers are those who advocate and support the movement’s quest for self-determination, the unwilling are those who are forced to encounter these materials even though they view them as objects of political propaganda in a political drama beyond their control. Neo-Biafran movements engage in protests and demonstrations in the streets, town halls, and in other public arenas, while adorning themselves conspicuously in contemporary items of resistance such as Biafran t-shirts, mufflers, cardigans, and caps which challenge the Nigerian state. These materials are portrayed against the background of the Biafran colors (Green-Red-Black), and the strong preference for this attire is evident within the movement as members display a confrontational attitude in their quest for self-determination. As a relatively confrontational strategy, the use of these materials is indicative of the radical stance of the movement against the state, a tendency that resonates with other youth-dominated nationalist groups in Nigeria. While this attire indicates a social choice of consumption, it also constitutes a political choice based on their interpretation and reaction to the Nigerian state and the need to locate their sense of identity outside the state. This attire has become a popular national symbol of protest and remembrance in the public spaces across the entire region, and they use it to convey their cause or message, epitomize their struggle, and reclaim their identity. This is a brand of nationalism that constructs and espouses Igbo identity and sensationalizes the exploitation, marginalization, and persecution of the Igbo in Nigeria. CONCLUSION Scholars, activists, and development practitioners are now beginning to consider memory as a critical aspect of post-war peacebuilding. From Cambodia and Kosovo to Rwanda and South Africa, global and African attempts at reconstruction and reconciliation that ignore the role of memory have led to a “cold peace” in real and metaphorical terms. Of the three 21 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | WORKING PAPERS ONUOHA | MEMORY AND PEACEBUILDING IN NIGERIA approaches to peacebuilding highlighted in this paper, only the justice as peacebuilding approach accommodates reconciliation, while others emphasize a liberal peace or stabilization of the system. However, for reconciliation to have any meaningful impact on the system, it must accommodate marginalized memories of hurt and injustice, both in actual and historical terms. This involves approaching structural and systemic reforms in a manner that positively impacts individual and collective memories, particularly in post-conflict multiethnic contexts. That, in itself, would involve a paradigm shift in the notion and understanding of peacebuilding, from one that is not just about stabilizing the system to one that is concerned with healing the society. The challenge for post-conflict African states is to locate the quest for peacebuilding within a larger historical framework that addresses the injustice, hurt, persecution, exploitation, and marginalization to which it is responding. Greater resources and attention should be devoted to redressing grievances this, in turn, provides the context where memories of conflicts are recognized and shared narratives are constructed in a public atmosphere that is open to reconciliation. Lessons from Nigeria-Biafra and other intra-African conflicts suggest that reconciliation has the potential to point to a common future. But in most cases, the state does this by imposing a regime of forgetfulness, and, when this is not possible, it imposes partial or official remembrance, amounting to the outright suppression or elimination of individual and collective memories, both in the present and in future. The failure of reconciliation in Nigeria is based on the fact that the state has defined and instituted what it perceived to be the kind of reconciliation suited to Nigeria’s post-war nation building project. More importantly, this notion of reconciliation hinged on a problematic notion of statehood, and state legitimacy, fuels a crisis of citizenship, and national belonging. These are all summed up in the enduring debate known as the National Question, which focuses on how to order the relations between the different ethnic, linguistic, religious, cultural, and regional groupings in Nigeria in a manner that ensures equal rights, privileges, access to power, and national resources. The failure of post-war reconciliation affects the Igbo ethnic group in two ways. The first is that it has created “primary victims,” the old(er) generations of Igbo who lived through the conflict and whose vivid memories are completely ignored, and for whom what is presently referred to as reconciliation is not relevant. The other category is the “secondary victims,” those who have become victims owing to the perpetuation of initial conditions, as 22 SOCIAL SCIENCE RESEARCH COUNCIL | WORKING PAPERS ONUOHA | MEMORY AND PEACEBUILDING IN NIGERIA has been witnessed with the advent of neo-Biafran movements both inside and outside Nigeria.

The Biafran episode demonstrates vividly the enduring impact of ignoring or denying individual or collective memories and how it affects the prospects for reconciliation and peacebuilding. In view of the fact that those who are supposed to be the focus or agents of reconciliation are not recognized in such efforts, this suggests that sustainable peace, at l not recognized in such efforts, this suggests that sustainable peace, at least under the present conditions, is highly improbable.


Welcome to Olori Wendy's Blog

57. Political and diplomatic battles over acceptable relief routes
to Biafra. Nigeria refuses direct daylight airlift of supplies to
Biafra, and Biafra refuses relief passed through Nigeria. (July 1968)

58. Britain accused Ojukwu of obstructing relief operations and of
using famine to gain world sympathy.(July 1968)

59. Belgium cancels all arms supplies to Nigeria following crash of
Belgium airliner carrying arms to Lagos.(July 1968)

60. Over Gowon's objections, OAU consultative committee invites
Ojukwu to Niamey to meet with them by July 18th, 1968 to discuss the
crisis.(July 1968)

61. Ojukwu goes to Niamey, meets OAU committee members and Hamani
Diori. Meets with Biafran delegation under Eni Njoku before returning
casa. Gowon had left Niamey before Ojukwu's arrival. (July 1968)

62. Biafra rejects proposed relief route from Enugu to Awgu to
Okigwe saying Biafrans will not eat food that passes through Nigerian
hands for fear of poisoning. (July 1968)

63. Speculations on Ojukwu and Gowon leading their respective
delegations to upcoming Addis Ababa talks. Ojukwu, in interview, looks
forward to decisive confrontation with Gowon.(July 1968)

64. Pilots flying arms cargo to Biafra with Henry A. Wharton
threatening to revolt unless a fee of $1000 per trip in increase is
made. (July 1968)

65. France announced support of Biafra and calls for settlement of
dispute on basis of self determination. (July 1968)

66. Addis Ababa talk opens with Ojukwu present but not Gowon. Ojukwu
delivers two hours and ten minutes address insisting that only
sovereignty can guarantee security for Biafrans. Ojukwu leaves talk
accompanied by two Gabonese officials whose presence Nigeria had
protested. (August 1968)

67. Activities of Biafra 4th Commando Division under Major R.
Steiner and five other white officers. (August 1968)

68. Noted Swedish pilot, Count Von Rosen flies food and medicine to
Biafra through secret route immune from Nigerian anti-aircraft fire.
(August 1968)

69. Biafrans display 98 Nigerian troops that surrendered as a unit.
(August 1968)

70. Nigerian troops push for Aba, cross Imo River but encounter
Biafran resistance at Akwete Ojukwu announced that Nigerian thrust on
Aba has been effectively checked, but sources say Ojukwu has moved his
headquarters to Umuahia (August 1968).

71. Gowon orders "final offensive". (August 1968)

72. Biafra faces imminent collapse in September/October 1968 as
Nigerian forces take Aba, Owerri and Okigwe in rapid succession.
Umuahia is the only sizeable town in Biafra's hands. (September 1968)

73. Charles de Gaulle in interview hints at possibility of
recognizing Biafra and admits that France has been aiding Biafra.
(September 1968)

74. Nigerian troops threaten Umuahia but Biafrans are defiant.(September 1968)

75. International Committee of the Red Cross (ICRC) suspends relief
flights to Biafra because Uli Airport is badly damaged by Nigerian
bombs and Nigerian forces are rapidly approaching Ohi- Uturu airstrip.
(September 1968)

76. Nigerian forces near Oguta bringing Uli Airport within artillery
faixa. Ojukwu reportedly visits Biafra commanders at Oguta and gives
them 24 hours to clear Nigerian forces from within artillery range of
Uli airport.(September 1968)

77. Nigeria announces capture of Owerri and march on Umuahia.

77a. Zambia's President Kenneth Kaunda announces that Biafra
will be allowed to set up government in Exile in Zambia, if
defeated.(September 1968)

78. As Biafra loses Aba, Owerri, and Okigwe in rapid succession,
Ojukwu asks China for help to counter what he called "Anglo-American
imperialism and Soviet revisionism". (September 1968)

78a. Otuocha market massacre by Nigerian war planes over 500
morto. (September 1968)

79. Canada rules Biafran postage stamps invalid.(October 1968)

80. International observer team, sent to monitor conduct of Nigerian
troops, clashes with Col. Benjamin Adekunle in Port Harcourt. (October
1968)

80b. Nigeria apologises for Col. Adekunle's behaviour (October 1968)

81. Biafra dismisses Col. Steiner and his mercenary group in charge
of the Biafran 4th Commando Division. Action linked to friction
between Steiner division and Biafran regular army units. (November
1968)

82. Britain alters expectation of Nigerian total military victory
over Biafra. Expects that Biafra, even if totally occupied, could
prolong the stalemate by guerilla resistance. (December 1968)

83. Biafran troops re-enter Owerri,, with house to house combat
reported. (December 1968)

84. Gowon declares 2-day Christmas truce starting Dec. 21. Ojukwu
agrees to 8-day truce starting Dec. 23. Gowon refuses extension of
truce to one week. (December 1968)

85. De Gaulle urges "recognition of right to self-determination for
valiant Biafra" (January 1969)

86. Mobil Oil Corporation sponsors visit of J.S. Tarka to United
States to counter Pro-Biafran sentiments. (January 1969)

87. In Enugu, the Nigerian Army executes 3 Igbos accused of
attempting to assassinate Nigeria's 1st Division Commander. Col.
Mohammed Shuwa. (January 1969)

88. Nigerian Government prepares for another final offensive.
Nigerian Government spokesman says Biafra must be defeated by the end
of February or growing international support will make Nigerian
victory impossible. (February 1969)

89. About 300 civilians (with eventual toll over 500) are killed by
the Nigerian air force at Umuohiagu market. (February 1969)

90. Ojukwu, in a speech to Biafra's consultative assembly in
Umuahia, says that Nigerian Government has began their "last desperate
effort", but bars any Biafran surrender. States "land army program"
will increase agricultural effort. (February 1969)

91. United States New York Senator, Goodell et al, arrive in Biafra.
(February 1969)

92. U.S. Congressional delegation headed by Representative Diggs of Michigan arrive Biafra. (February 1969)

93. Nigerian government reject peace formula proposed by Dr. Azikiwe (February 1969)

94. Ojukwu expresses hope that De Gaulle, in his forthcoming meeting with Richard Nixon will convince Nixon to press for cease-fire in the war. Ojukwu in interview, discusses three ways in which the war may end. (February 1969)

95. Nigerian warplane kills over 250 civilians in Ozu-abam market.
(February 1969)

96. The United States, the Red Cross and others protest Nigerian's
bombing of civilian population in Biafra. (March 1969)

97. British Prime Minister, Harold Wilson arrives Nigeria for state
visit 29/3/69. Wilson invites Ojukwu to meet with him outside Biafra.
Warns Gowon that bombing of Biafran civilians is eroding the remnant
of British support for the war(March 1969)

98. Ojukwu rejects Wilson's invitation calls invitation "political
propaganda exercise". (April 1969)

99. Nigerian troops open another offensive, after six months. (April 1969)

100. Several push-and-shove action between Nigerian and Biafran
forces between Uzuakoli and Umuahia. (April 1969)

101. OAU Committee opens another meeting to try and end the war. (April 1969)

102. Medical camps for care of Biafran children are established in
the Ivory Coast run by doctors of New York's Columbia Presbyterian
Hospital and Ivory Coast Red Cross. (April 1969)

103. Biafra recaptures Owerri using its 14th Division under Col.
Ogbugo Kalu. (April 1969)

103a. Col. Ogbugo Kalu and Biafran Information Commissioner,
Ifegwu Eke, address 6 foreign jounalists in Owerri to counter Nigerian
denial of its recapture (April 1969)

104. Ojukwu is promoted to Major General and given new mandate to
continue the war. (May 13, 1969)

105. Colonels Adekunle and Haruna, commanders of Nigeria's 3rd and
2nd Divisions respectively are relived from their posts. (May 1969)

106. Pius Okigbo, Biafra's rep. to the U.S. urges U.S. to recognize
Biafra. (May 1969)

107. ICRC (Red Cross) Director, Dr. August Lindt and aides are
detained for 16 hours by Nigeria with no charges. (May 1969)

108. Youth, B. Mayrock, of Old. Westbury, New York, sets himself on
fire and dies in protest against Genocide in Biafra. (May 1969)

109. Biafra marks 2nd anniversary of nationhood. Ojukwu, in address,
says Biafran forces are ready to meet expected Nigerian offensive. (
May 1969)

110. Biafran forces raid Kwale, across the Niger, killing 11 oil
technicians (10 Italians and 1 Jordanian). Biafra captures 17 other
oil workers (14 Italian and 3 W. Germans.) Biafra sentences them to
morte. (June 1969)

111. Pope writes letter to Ojukwu regarding lives of Oilmen captures
in the Mid-West. (June 1969)

112. Wale Soyinka is reported seriously ill in Kaduna Prison, where
he is incarcerated without trial. (June 1969)

112b Nigeria shoots down a Swedish Red Cross Plane.(June 1969)

113. Biafra frees captured Oilmen.(June 1969)

114. Nixon urges end of impasse on relief shipments. (June 1969)

115. US Senator, Strum Thurmond, urges Nixon to rush relief food to
Biafra with or without Nigerian permission. (July 1969)

116. Pope visits Uganda and attempts to mediate peace between Nigeria
and Biafra. (August 1969)

117. Zik withdraws support for succession and urges Biafra to abandon
guerra. (August 1969)

118. Gabonese President, Albert Bongo, reports that Gowon requested
him to arrange meeting between him and Ojukwu Nigeria denies making
such a move. (September 1969)

119. Wole Soyinka is freed. (October 1969)

120. Canadian Prime Minister accuses Biafran authorities of being
interested in receiving arms, not food and medical supplies. (November
1969)

121. Nigerian forces open offensives on both Northern and Southern
borders of Biafra, ending a seven month lull. (December 1969)

122. Biafran delegates arrive at Addis Ababa for new peace talks but
Nigerian delegates were absent. (December 1969)

123. Ojukwu, in Christmas speech says that Biafra is faced with the
toughest military test of the war. (December 1969)

124. As war entered 30th month, Nigerian troops report they've cut
Biafra into three parts. (January 3)

125. Massive Nigerian troops link up and pressure cause refugees to
stream into Owerri as Biafra nears collapse. (January 4th)

126. Ojukwu announces over Radio Biafra that he is flying out of
Biafra to explore possibilities for peace. (January 11th)

127. Nigerian forces reportedly recaptures Owerri and are moving on
Uli Airport. Pandemonium and fright as millions of Biafran refugees
clog roads in chaotic flight from advancing Nigerian troops and
artillery fire. (January 11)

128. Biafra appears near collapse as Nigeria confirms recapture of
Owerri, and Uli airport is virtually destroyed by artillery fire.
(January 11)

129. Biafra capitulates, ending a 30-month war that cost an estimated
two million lives on both sides. (January 11)

130. General Effiong, in radio broadcast, orders Biafran troops to
lay down their arms and says he is sending representatives to meet
with the Nigerian field commanders to negotiate armistice. ( January
13)

131. Gowon, in broadcast, rejects all relief aid from countries or
groups that aided Biafra. (January 14)

132. Nigerian Red Cross claims sole responsibility for distribution
of relief. (January 15)

133. Last Missionaries to Leave Biafra Describe the Beginning of the
End. (January 15)

134. Biafrans Scramble to get on the Last Plane. (January 15)

135. Gowon Re-instates Biafran Civil Servants and Prohibits the Word
"Biafra". (January 15)

136. Effiong makes formal surrender statement/declaration in a
ceremony in Lagos. (January 16)

137. Ojukwu appeals to the world to help save Biafrans in a statement
released for him in Geneva by Markpress. (January 16)

138. Last observers to leave Biafra describe the beginning of the
end. (January 16)

139. Nigeria Expels 4 Journalists for Visiting the East without
Permission. (January 17)

140. General Effiong reassures the Nigerian Government that the
Biafran forces hiding in the bushes will not wage guerilla war.
(January 18)

141. Portugal offers asylum to all Biafran refugees and says it will
maintain its facilities at Sao Tome for relief operation. (January 19)

142. Nigeria thanks USSR Ambassador George T. Kurubo says Soviet aid
to Nigeria was the most important factor in the defeat of Biafra.
(January 21)

143. Nigeria drops safe conduct passes to remote areas to persuade
Biafran troops and civilians to come out from hiding places. (January
21)

144. Obasanjo Detains 80 Journalists in Port Harcourt. (January 21)

145. Gowon, After Stalling, Increases Money for Relief Distribution
First News Conference since End of the War. (January 22)

146. Gabon Offers Asylum to Biafran Exiles. (January 22)

147. Nigeria Grappling with Troop Brutality and Indiscipline. (January 23)

148. Unabated Food Shortage in Biafra. (January 23)

149. British Team Deplores Indiscipline among Nigerian Troops. (January 24)

150. Ojukwu is given asylum in the Ivory Coast. Ivory Coast
Government says he will refrain from all political activities.
(January 24)

150b. Reports of indiscipline, plundering and looting among
Nigeria's 3rd Marine Commando troops. (January 24)

151. Nigerian Government refuses to use Uli Airport for relief,
saying it is a symbol of rebellion. (January 26)

152. U.N. Envoy Calls Biafran Relief Distribution Insufficient. (January 26)

153. Facing Criticism, Nigerian red Cross says It's Expanding Relief
Operations. (January 27)

154. Nigeria Arrests Two C.B.S. Newsmen. (January 27)

155. Gowon says there will be no Nuremburg-type trials for rebel
leaders and he reiterates General amnesty. (January 30)

156. New York Times columnist, A. Lewis describes chaotic conditions
in Biafra. (February 1)

157. Nigeria Establishes Board of Inquiry for Biafran Officers. (February 6)

158. ICRC ends relief operations, citing Nigeria's obstructionist
tendencies. (February 7)

159. Nigeria Bans Arms Possession in 3 Eastern States. (February 13)

160. U Thant defends his policies during and immediately after the
guerra. (February 18)

161. Igbos are beginning to return to their jobs in the North, West,
and Lagos. (February 22)

162. Gowon Urged to Abate Anti-Missionary Hostility. (March 7)

163. Ojukwu to Face High Treason Charges. (March 14)

164. Nigeria's National Rehabilitation commission takes over relief
distribution from the Nigerian Red Cross. (March 15)

165. Nigerian Chief Army of Staff, Brigadier H.U. Katsina says Ojukwu
will be tried or high treason if he returns. (March 15)

166. Maj. Gen. Effiong Under Arrest. (May )

167. Flat payment of 20 pounds to all Igbos for their Biafran and
pre-war Nigerian money deposited in Nigerian Banks, regardless of
amount. (June 5)

168. Nigeria to Dismiss Pro-Biafran Employees. (August 15)

169. Nigeria Reconciles with Biafra's Friends. (September 1)

170. Nigeria reconciles with Tanzania, Ivory Coast, Gabon and Zambia.
(September 2)

171. Gowon defers civilian rule to 1976. States census and new
constitution are prerequisites to civilian administration. (October 2)

172. More than 5000 Biafran children evacuated during the war return to Lagos.


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Barely three years after independence from British colonial rule, Nigeria, the most populous nation in Africa, collapsed into a civil war.

The Nigerian Civil War, also known as the Biafran War, became one of the most divisive wars in the history of post-independence Africa. Its traumatic effects, evident in persistent ethnic animosities and distrust, continues to shape the narrative of Nigerian identity and the nation’s future.

Equally important, the historical origin and the painful experiences of that three-year war (from July 1967 to January 15, 1970) validates the assumption that multiethnic nationhood, which African nationalists constructed from the inherited colonial boundaries, was fragile, even untenable.

Indeed, most historians would agree that the Nigerian Civil War represented the most unambiguous testimony of the failure of colonial rule in Africa. European imperial powers neglected to lay the foundation for nation-states from the various cultural and territorial entities they had forcibly amalgamated into convenient colonial holdings.

But, considering that Nigeria has successfully remained a vibrant nation fifty years after that heinous war, we can also celebrate the remarkable resilience of African nationhood despite the political, religious, socioeconomic, and cultural challenges.

The crisis that would become the Nigerian Civil War began on January 15, 1966 when a group of military officers, mostly of the Igbo ethnic group, overthrew Nigeria’s first democratic government. Their grievances included alleged corruption among public officials, the government’s failure to ensure equitable distribution of economic resources, and alleged attempts by northern elites to entrench the political hegemony of the Northern Region over the rest of the federation.

By the end of that fateful day, 22 top political leaders and military officers had lost their lives, an overwhelming majority of them northerners, including the Prime Minister Sir Tafawa Balewa and the Premier of the Northern Region, Sir Ahmadu Bello and their wives.

The highest-ranking northern military officers were also eliminated, along with the Premier of the Western Region (of the Yoruba ethnic group). Moreover, the coup plotters handed over power to a military body led by General Johnson Aguiyi Ironsi, the Commander of the Nigerian Army, who was also Igbo.

The dominance of Igbo officers in the coup, the assassination of the top northern politicians and the transfer of power to an Igbo general, raised the suspicion among northerners that the objective of the coup was to eliminate their leaders.

General Ironsi’s failure to prosecute the coup plotters and his imposition of a unitary system of governance – which Igbo politicians had sought at the time of independence as a way to gain political advantage and neutralise the hegemony of the north – further enflamed the suspicion of an orchestrated effort to impose Igbo dominance over the rest of the country.

In response, a group of northern officers organised a countercoup in July 1966. This countercoup turned out to be bloodier, and this time, Igbos were the victims. Many high-ranking Igbo officers, including the General Ironsi, were assassinated.

A new military government was led by Lieutenant Colonel (later General) Yakubu Gowon. A Christian from the middle belt, Gowon, was widely expected to be a unifier. However, his inability to stop the massacre of Igbos angered Igbo elites. The result was the declaration of secession of the Igbo-majority Eastern Region, now renamed Biafra, from the Nigerian federation.

Colonel Chukwuemeka Odumegwu-Ojukwu, the military governor of Eastern Nigeria during the Ironsi regime, became the Head of State of the Republic of Biafra and began establishing the infrastructure of a sovereign nation, including the minting of currency and establishing diplomatic relations with other nations. Seeking to prevent the breakup of Nigeria, the Federal Government immediately declared war on Biafra.

By mid-1967, Nigeria had collapsed into full-blown civil war between Biafra and the rest of the union. With its massive air power and large army, the Federal Government captured the oil facilities in the east, upon which the Biafran economy was dependent, as well as Nigeria’s most critical port city, Port Harcourt.

The capture of Port Harcourt allowed the Federal Government to block the shipment of military equipment to the Biafran army. Unfortunately, the embargo also made it difficult for food and medicine to reach civilians. The result was mass starvation of over a million Biafran civilians, mostly women and children.

The Nigerian Civil War ended on January 15, 1970, with the surrender of Biafran leadership.

The colonial roots of war

If the coup of January 15, 1966 was the immediate cause of the civil war, its historical roots are traceable to British colonial rule.

Following the Berlin West African Conference of 1884/85—at which European imperial powers agreed on the principles of claiming colonial holdings—the British began expanding from their coastal enclave around the port of Lagos into the Nigerian interior.

By 1900, most of southern Nigeria had fallen to the British through conquests and treaty negotiations. But the British had their eyes set to the north, on the Sokoto Caliphate. Founded by Usman dan Fodio in 1804, the Caliphate had become the largest state in West Africa by the turn of the century. After a protracted war and subsequent resistance, Sokoto came under full British control in 1906 and was renamed the Northern Protectorate.

Although the British abolished the Caliphate, the existence of its formidable administrative structures encouraged the British to implement a system of indirect rule (with which they had experimented in India). Indirect rule offered a degree of political autonomy to local rulers, in this case the Sultan of Sokoto and the Emirs under his suzerainty. In the Southern Province, on the other hand, the British combined direct and indirect rule, which varied in accordance with political and economic expedience.

On the eve of the First World War in 1914, the British united the two territories, thus marking the beginning of the creation of the Nigerian nation. But unification created a fragmented identity for Nigeria – a presumed Muslim-north versus a Christian-south—the problematic implications of which would reverberate during the civil war.

Nigeria’s ethnic diversity, with over 200 ethnic groups, was a crucial factor in reinforcing these regional divisions. Unification fused together culturally and ethnically distinct regions, which would continue to influence political alignments after independence.

The Muslim Hausa-Fulani of the Sokoto Caliphate constituted the largest ethnic group in the northern territory. They wielded significant political dominance throughout that region thanks primarily to the indirect-rule system.

In the South, the Yoruba ethnic group comprised about 70% of the population of the southwest. The majority of them were Christians, although there was also a sizable Muslim population as well as practitioners of indigenous faiths. In contrast, the southeast was overwhelmingly Christian, with the Igbos representing the largest ethnic group.

Unification gave the north a territorial advantage over the south, while the south had the advantage of relative economic development. The south benefited from its export of lucrative cash crops and a large educated elite created by educational institutions that missionaries established.

In the Muslim-dominated north, the British had discouraged Christian missionaries from launching missions and education institutions in an effort to avoid religious conflict. Consequently, at the time of independence, only a portion of northerners had obtained Western education and skills.

The complex configuration of ethnic and religious identities suggests that the nationalist leaders had to make significant political compromises to accommodate the country’s disparate cultural groups.

The causes of the Biafran crisis can therefore be located at the confluence of British colonial manipulation of ethnic differences and the failure of Nigerian nationalists to implement political arrangements that would foster political and economic equality.

A local conflict in the cold war

Although the Nigerian Civil War occurred at the height of the Cold War – and in contrast to the Congo civil war that had ended just a couple of years earlier (1965) – neither its causes nor its operations could be blamed on tensions between East and West. This was primarily a local affair.

Nonetheless, for economic reasons, international governments weighed in on the conflict: Great Britain and the Soviet Union openly sided with the Federal Government of Nigeria, while France and Israel supported Biafra.

Within Africa, Gabon, Cote d’Ivoire, and the white-minority regime of Zimbabwe (then Northern Rhodesia) led by Ian Smith offered their support to the Biafran state. The rest of the continent privately sympathized with the Federal Government, but publicly claimed neutrality.

Believing in the propaganda that Muslims had declared war on Nigerian Christians, many Christian NGOs in Europe and the United States sided with Biafra. In reality, the war had nothing to do with religion. General Gowon, the Nigerian Head of State and leader of the Federal armed forces, was Christian, as was a significant population of the rest of the federal union.

“No Victor and No Vanquished”

General Gowon’s famous description of the war as one with “no victor and no vanquished” was an important rhetorical effort to heal wounds. Nigeria succeeded in averting what would happen to Sudan a couple of decades later, when Sudan split between a Muslim north and a Christian south.

However, the scars remained in the public memory. The constant reference to the civil war as the source of Nigeria’s lack of unity and periodic instability suggests that the federal government won the war but lost the peace.

Yet, if Nigeria succeeded in preventing the dismembering of its parts, it is due to the tenacity of all Nigerian leaders who worked hard to maintain the union against all odds.

The survival of Nigeria as a nation has helped Africa. It provided the needed leadership in ending white minority rule in Zimbabwe, South Africa, and Namibia. In 1972, Nigeria led in the founding of the Economic Community of West Africa States (ECOWAS). With Nigeria’s leadership, ECOWAS peacekeeping forces contributed to ending civil wars in Sierra Leone and Liberia, albeit with some tactical errors.

Nigerians and Africans can, therefore, celebrate a war that had no victors and no vanquished.


Monday January 12, 1970

Era Segunda-feira, under the sign of Capricórnio (see zodiac on January 12, 1970) The US president was Richard Nixon (Republican), the UK Prime Minister was Harold Wilson (Labour), Pope St Paul VI was leading the Catholic Church. Famous people born on this day include Zack de la Rocha e Jenny Griffith in Burbank. In that special week of January people in US were listening to Raindrops Keep Fallin' On My Head por B.J. Thomas. In UK Two Little Boys por Rolf Harris was in the top 5 hits. MASH, directed by Robert Altman, was one of the most viewed movie released in 1970 while The Gang That Couldn'T Shoot Straight por Jimmy Breslin was one of the best selling book.
But much more happened that day: find out below..

You can also have a look at the year 1970, no January 12 across the years or at January 1970 calendar.


Quarta-feira

THE EMERGENCE OF AMERICA AS A NATION AND AS A WORLD POWER COULD BE ATTRIBUTE TO WHAT STAGE OF HIS HISTORY?

The Emergence of America as a nation and as a world power could be attribute to what stage of his History?

The America is Bounded on the east by Atlantic Ocean and on the west by the Pacific Ocean, bordered by Canada to the north and Mexico to the south.


Assista o vídeo: História da Guerra Civil Russa, de Jean-Jacques Marie (Janeiro 2022).